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Efêmero


E a cada passo que ela dava, silenciosamente caminhava em direção a algo que não se sabia o que era. Tateava pelo caminho a procura de algum sinal, de um método de entendimento, um chão sensível, um guia, mas encontrava o vazio do inverno eterno que vinha sem sentido.

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Publicado por em janeiro 9, 2014 em Hannah

 

Percepção


Enquanto as folhas secas caírem dos galhos compridos e finos das árvores estranhas o vento continuará a soprar em direção ao lado que ele mesmo vem. Read the rest of this entry »

 
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Publicado por em setembro 28, 2013 em Hannah

 

Entre borboletas (1)


No andar desconsertado deles dois havia a sensação autêntica da mais pura alegria, dos carrosséis que, em cascatas coloridas, sobem aos seus e deságuam elegantemente como num sonho entre feixes de luz e, sem nem sequer uma palavra, os dois sabem (e tem certeza que o outro também sabe) que os sentimentos provocados pelo aleatório encostar das mãos, as gargalhadas arrancadas pelos mais tolos gestos, os olhares inocentes que permanecem até que os cílios se encontrem num piscar de olhos que tentava ser adiado… Que tudo isso, tudo isso, é pra sempre. E que pra sempre não está distante. Que pra sempre nunca esteve mais perto. Que eles dois não precisam temer o mundo nem os dragões nem as luzes se apagando na noite escura, porque, quando no mais pequeno movimento, resolverem olhar para os seus, vão saber que continua o mesmo. Que nada mudou. E que isso é pra sempre. Porque eles lembram – não somente dentro de si, mas vez em quando um para o outro -, que não vão deixar se esvair. Você vai? Nunca. Nós somos eternos.

 
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Publicado por em setembro 3, 2013 em Hannah

 

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Carrosséis invertidos


E, de repente, é como se tudo fizesse um sentido estranho e as coisas não mais fossem dividas entre o real e o irreal, mas entre dois conceitos estranhos, arbitrários e impossíveis de serem plenamente entendidos. Read the rest of this entry »

 
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Publicado por em maio 18, 2013 em Hannah

 

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Tudo ainda é o mesmo


E, quando os cílios se movimentam e os lábios pronunciam as mesmas palavras de sempre, quando as mãos nos bolsos já não se movimentam, quando a lua à noite é apenas um satélite artificial refletindo uma luz que não é sua, quando os lóbulos das orelhas não estão mais frios, quando as pernas estão paradas, quando a fumaça do escapamento dos carros na rua já não significa mais que existe algo os puxando da realidade, eles continuam mudos.  Read the rest of this entry »

 
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Publicado por em janeiro 16, 2013 em Contos, Hannah

 

Dance so it all keeps spinning


E o caminho se transformou num deserto de areia e vermelhidão.

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Publicado por em outubro 17, 2012 em Hannah

 

Hoy desperté / Sob a luz da clareira (5)


O andar apressado das pernas cansadas que se esticam para a frente e escorregam para trás, o distraído pender dos compridos braços embalados pelo vento de setembro, os lábios secos e entreabertos que formam na boca uma expressão nem triste e nem feliz e nem indiferente, mas aquela expressão facilmente reconhecível de quem está ali ao mesmo tempo que não está, pois na mente carrega coisas tão impossivelmente palpáveis que o mundo se torna uma bola de sorvete derretendo no topo de uma casquinha amarelada em forma de cone.

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Publicado por em setembro 20, 2012 em Hannah

 

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